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Ambulância UTI recusada pela Prefeitura de Serra Talhada provoca troca de farpas entre Luciano Duque e Márcia Conrado

Foto: Reprodução do WhatsApp.

A decisão da Prefeitura de Serra Talhada de não aderir ao recebimento de uma ambulância de suporte avançado (UTI Móvel Tipo D), disponibilizada pelo Governo de Pernambuco, provocou um novo embate político entre o deputado estadual Luciano Duque e a gestão da prefeita Márcia Conrado.

O parlamentar lamentou publicamente a recusa do município ao veículo, que integra um programa estadual responsável pela distribuição de ambulâncias de suporte avançado para 53 municípios pernambucanos. Segundo Duque, Serra Talhada foi o único município contemplado que optou por não aceitar o equipamento.

Em nota e também por meio de vídeo publicado nas redes sociais, na noite desta sexta-feira (03), o deputado afirmou que a decisão representa uma oportunidade perdida para fortalecer a assistência em saúde no município.

“Recebo essa notícia com muita tristeza. Enquanto dezenas de municípios fazem esforços para ampliar sua estrutura de saúde, a Prefeitura de Serra Talhada decide abrir mão de uma ambulância UTI que poderia salvar vidas e oferecer um atendimento mais rápido e qualificado à nossa população. Quando se trata da saúde das pessoas, é preciso encontrar soluções, e não justificativas. Infelizmente, essa decisão demonstra que a prioridade da gestão municipal não está onde deveria estar: no cuidado com a população”, declarou.

Duque acrescentou que continuará buscando, junto ao Governo do Estado, novos investimentos para Serra Talhada e defendeu que toda oportunidade de fortalecer a rede pública de saúde deve ser aproveitada em benefício da população.

Prefeitura rebate críticas

Após a repercussão das declarações do deputado, a prefeita Márcia Conrado e a secretária municipal de Saúde, Lisbeth Rosa Lima, divulgaram vídeos explicando os motivos que levaram o município a não aderir ao recebimento da ambulância UTI Tipo D.

Márcia afirmou que a decisão foi tomada com base em critérios técnicos e administrativos, destacando que o município aceitou outra ambulância destinada à Rede Materno-Infantil, por atender uma demanda existente.

“Está rodando aí vídeos dizendo que Serra Talhada recusou receber uma ambulância Tipo D, e recusamos, sabe por quê? Porque essa ambulância, para o município de Serra Talhada, ficaria parada. Tendo em vista que ambulância Tipo D é exclusivamente para transportes intermunicipais de casos de urgência e emergência.”

A prefeita explicou que o município atua na atenção básica e na média complexidade e que os pacientes de alta complexidade são encaminhados para unidades estaduais, como o HOSPAM e o Hospital Eduardo Campos, responsáveis pelas transferências de casos graves.

Segundo ela, a gestão recebeu um ofício do Governo do Estado concedendo prazo de apenas 24 horas para adesão aos veículos.

“A ambulância destinada à Rede Materno-Infantil nós aceitamos, porque temos um Centro de Parto Normal que está prestes a alcançar o centésimo parto humanizado e necessita desse suporte. Vamos parar de fazer política baixa e trabalhar pelo nosso povo”, afirmou.

Secretária diz que ambulância seria subutilizada

Também em vídeo, a secretária municipal de Saúde, Lisbeth Rosa Lima, reforçou que a recusa ocorreu por critérios técnicos.

Segundo ela, Serra Talhada não possui hospital municipal com UTI e atende apenas serviços de baixa e média complexidade, o que faria com que uma ambulância de suporte avançado permanecesse praticamente sem utilização.

“Uma ambulância UTI ficaria subutilizada no nosso município. O Estado ofertou duas ambulâncias: uma UTI de suporte avançado e outra destinada ao atendimento de gestantes. Esta última foi aceita porque atende diretamente o nosso Centro de Parto Normal.”

Lisbeth ainda afirmou que manter o veículo no município seria inadequado diante da necessidade existente na rede estadual.

“Seríamos até egoístas em querer ficar com uma ambulância dessa, que praticamente ficaria parada no pátio, enquanto pode atender locais onde há demanda para esse tipo de transporte.”

Ao final, a secretária pediu que o debate político seja conduzido com responsabilidade.

“Peço respeitosamente que pessoas que receberam o voto de confiança da população não passem informações propositalmente distorcidas. A população merece ser tratada com respeito, credibilidade e seriedade.”



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