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| Foto: Imagem cedida pela família. |
O homenageado do evento deste ano é Antônio Nogueira dos Santos, mais conhecido como 'Siô Nogueira' e 'Seu Nogueira'. Siô nasceu em 05 de agosto de 1922, na fazenda Veneranda, que fica do outro lado do Pajeú, em que hoje passa a Transnordestina. Ele foi criado em um casebre de taipa e era o mais velho de 7 irmãos, foi casado com dona Aristânia (in memorian), que com ela, tiveram 10 filhos.
Nogueira foi saxofonista, tocando na primeira chegada do trem em Serra Talhada, na Festa do Algodão, no posto do primeiro avião que trouxe o governador de Pernambuco da época, o serra-talhadense Agamenon Magalhães; abrilhantou o evento da Festa Jubileu de Ouro do Banco do Brasil, e fundou, praticamente, a Filarmônica Vilabelense, tocando por 66 anos. O grupo musical ainda existe nos dias atuais, emocionando o público que os prestigiam.
Além disso, Seu Nogueira dedicou 50 anos de sua vida à educação, sendo Professor de Disciplina na Escola Cornélio Soares, antigo Industrial, trabalhando também no Colégio Cônego Tôrres. Depois disso, aposentou-se e se dedicou somente à música e sua família. Era um homem humilde, digno, honesto, respeitado por todos, deixando história para todas as gerações de Serra Talhada.
"Para nossa família foi um motivo de orgulho desse reconhecimento de papai, pelo trabalho que ele deixou, que ele fez em Serra Talhada, de toda a educação de todos esses jovens, jovens da época, que hoje são senhores já de idade, médico, advogados. E ele deixou uma história linda, tanto na musicalidade, como uma 3ª geração que segue a música, que herda dele", disse Dorotéia Nogueira, uma das filhas dele, que é professora aposentada e atriz.
Segundo sua filha Dorotéia Nogueira, em seu aniversário de 88 anos, ele pegou o sax e deu um show. Foi quando no dia 30 de setembro de 2011, aos 89 anos, ele, que já tinha problemas nos ossos e era cirurgiado da próstata, se internou.
"Morreu nos braços da gente, praticamente. No momento que ele estava falecendo, eu percebi e vi, e colocamos uma vela na mão dele. É doloroso, mas é a realidade”, relatou Dorotéia sobre a morte de Seu Nogueira, que este ano completaria 100 anos.
Ele foi enterrado atrás da casa onde morava, no Batukão, e hoje também, tem uma Capela em sua homenagem, na residência que hoje moram os seus herdeiros. As imagens e toda sua trajetória serão exibidas, através de um documentário, em que será feito e lançado na Festa de Setembro.
Todas as imagens foram enviadas pela família.
ID do editor: pub-2111985931786922














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